"A mensagem deste memorial é mostrar que todos perdemos algo. O que se passou, a divisão do país da ditadura, afetou a todos", disse à imprensa a diretora executiva do projeto Museu da Memória, Marcia Scantlebury.
Projeto Arquitetônico
O projeto, vencedor de um concurso de 2007, é do escritório brasileiro Estúdio América, assinado pelos arquitetos Carlos Dias, Lucas Fehr e Mário Figueroa. O museu é composto de duas edificações, sendo elas a Barra e a Base. As exposições são realizadas na Barra, edifício com 18 m de altura por 80 de largura de três pavimentos que se integram por vãos livres, permitindo uma grande quantidade de percursos. A iluminação natural conta não somente com os vidros laterais, como também com grandes rasgos zenitais. A cobertura também possui placas fotovoltaicas. O piso deste edifício é composto por um mosaico das terras chilenas coberto com vidro, fazendo alusão à memória dos lugares. Limalhas de cobre e ferro sob o piso marcam, por efeitos magnéticos, o percurso dos visitantes. Porém o cobre também remete a um forte simbolismo : ele aparece na fachada junto ao carvão simbolizando a história dos mineradores chilenos.
Na Base, em nível inferior, situam-se os setores administrativos e locais para seminários, cinema de arte, estudos, produção e outros. Metaforicamente, é como se o conhecimento surgisse nas "raízes" do museu (Base) e "florescesse" para apreciação coletiva (Barra).
A exposição de inauguração é sobre o apartheid na África do Sul. O museu também contará com um acervo que expõe, entre outras instalações, o atropelo aos direitos humanos ocorrido entre 1973 e 1990 pelo ditador Augusto Pinochet.








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